O que vai acontecer com os circuitos eletrônicos quando suas peças, de tanto diminuir de tamanho, virarem uma autêntica poeira de átomos? A idéia é produzir uma máquina superior, estupidamente mais rápida que as atuais.
No início dos anos 80, os cientistas começaram a alertar que a evolução dos computadores, da maneira como são construídos hoje, estava com os dias contados. O motivo era, e ainda é, a incrível transformação dos circuitos eletrônicos, que nos últimos trinta anos ficaram 3 milhões de vezes mais rápidos, enquanto os seus componentes básicos, que são os transístores, encolhiam na mesma proporção. Os primeiros transístores da década de 60 não eram menores que um grão de feijão, e os atuais já estão cem vezes menores que o diâmetro de um fio de cabelo.
Só que eles não podem diminuir muito mais. A miniaturização deve dar mais um salto de cem vezes, nos próximos dez ou quinze anos, mas aí os transístores já não funcionarão muito bem. E se em seguida forem divididos novamente por dez, deixam de existir: vão se desmanchar em uma nuvenzinha de átomos, 1 milhão de vezes menor que 1 centímetro. Ou seja, os computadores vão ter de virar máquinas atômicas, já que suas peças essenciais serão átomos soltos, em lugar dos transístores convencionais.
Por isso, o novo modelo de processar informações está sendo chamado de computador quântico, em referência à Mecânica Quântica, o ramo da Física que governa o comportamento dos átomos. Por enquanto, é quase tudo teoria. Ninguém sabe direito que estrutura a nova máquina vai ter. Mas os especialistas garantem que, se ela um dia chegar a operar, pode dar um show. É que em vez de executar um cálculo por vez, como os computadores atuais, ela vai raciocinar em bloco, compondo verdadeiras sinfonias inteligentes.
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